Como Conseguir Intercâmbio Estudantil

Passar um período no exterior é o desejo de muitos brasileiros. O intercâmbio estudantil, ou seja, aplicado à educação, segundo o portal Info Escola, está relacionado com estudantes que passam um período que varia de seis meses a um ano estudando em outro país. As motivações para essas viagens são variadas, mas elas têm um ponto em comum, na maioria dos casos: melhorar o nível de inglês ou de outro idioma, ampliar os conhecimentos e obter mais oportunidades na área em que a pessoa está estudando.

A experiência trazida pelo intercâmbio estudantil reflete de maneira positiva na carreira do profissional, independentemente da sua faixa etária. Porém, segundo uma pesquisa da Belta, associação nacional das agências de intercâmbio, publicada pela revista Época Negócios, em dois anos o número de intercambistas entre 18 e 21 anos mais que dobrou. Passou de 40,2 mil estudantes em 2015 para mais de 90,9 mil em 2017. Esse indicador mostra que o intercâmbio estudantil está crescendo entre os jovens. Se você também quer ter essa experiência no seu currículo, está na hora de conhecer algumas oportunidades para fazer o seu intercâmbio estudantil.

Intercâmbio estudantil entre brasileiros

O mercado brasileiro de intercâmbio estudantil cresceu 23% em 2017 e alcançou a marca inédita de 302 mil estudantes fazendo cursos da Estácio fora do País. Os números são da Pesquisa Selo Belta feita pela Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio (Belta).

Segundo Maura Leão, presidente da Belta, os brasileiros perderam o medo de fazer intercâmbio e começaram a buscar mais informações sobre o tema. Isso fez com que mais estudantes do País percebessem que existem inúmeras formas de fazer um intercâmbio estudantil – inclusive gastando pouco.

De acordo com a pesquisa, entre os destinos mais procurados para intercâmbio estudantil, praticamente um a cada quatro estudantes viajaram para o Canadá (23%). O país é seguido pelos Estados Unidos (21,6%), Reino Unido (10,2%), Nova Zelândia (6,9%) e Irlanda (6,5%).

No total, 39 destinos aparecem como opções dos brasileiros para esse tipo de intercâmbio. A escolha por esses destinos geralmente é definida levando em conta a qualidade de vida do país escolhido, questões de segurança, cotação da moeda e cultura local.

A pesquisa mostrou ainda que a demanda por cursos de graduação e certificados profissionais aumentou entre aqueles que fazem intercâmbio estudantil. Em contrapartida, os programas de ensino médio perderam força. Isso demonstra que os estudantes brasileiros estão mais propensos a aproveitar as oportunidades universitárias para realizar o sonho da experiência internacional.

O papel das universidades na realização do intercâmbio estudantil

Quando o ensino médio acaba, muitos estudantes já ficam eufóricos com a ideia de colocar a mochila nas costas e se jogar no mundo. Entretanto, a pressão para começar logo uma graduação e para iniciar uma carreira parecem “jogar contra”. Mas isso não precisa ser assim.

O estudante não precisa adiar a experiência internacional porque vai começar a faculdade logo depois do ensino médio. O intercâmbio estudantil surge, nesse momento, com uma opção viável para quem quer continuar estudando, conhecer a cultura de outro país e começar logo a atuar no mercado de trabalho.

Então sim, é possível fazer a viagem dos seus sonhos e continuar na faculdade. Mas por onde começar a sua busca por oportunidades de intercâmbio estudantil?

De acordo com Thaís Burmesister, consultora de educação internacional, em entrevista ao portal Guia do Estudante, um bom começo para quem já está cursando universidade no Brasil é tentar se informar de convênios e parcerias firmados entre a própria faculdade com outras instituições de ensino no exterior. “Convênios são boas opções para aproveitar os créditos e diminuir o tempo de curso”, explica.

A Universidade Estácio de Sá oferece aos seus estudantes os benefícios de convênios com mais de 15 instituições de ensino estrangeiras. A Estácio acredita que a internacionalização é essencial à vida acadêmica e, por isso, se esforça para desenvolver esse processo de forma gradativa e segura, definindo prioridades e executando com a prudência necessária os avanços constantes que permitem a excelência acadêmica.

Essa busca é efetivada através da mobilidade acadêmica, que é o intercâmbio de alunos da Estácio por um período de seis meses a um ano em instituições estrangeiras conveniadas. O aluno estuda no exterior durante o tempo proposto e retorna à Estácio para concluir seu curso.

Durante esse período de intercâmbio estudantil, o acadêmico fica isento das taxas de mensalidade, tanto na instituição de origem quanto na universidade de destino (dependendo da universidade, poderá ser cobrada a taxa de matrícula), porém precisa arcar com as despesas da viagem, acomodação, alimentação, etc.

Para concorrer a uma vaga em um dos intercâmbios Estácio é necessário que o aluno esteja regularmente matriculado na instituição. Além disso, ele precisa ter cursado entre 20% e 80% do seu currículo acadêmico, possuir Coeficiente de Rendimento Acumulado (CRA) maior que 7 e o nível de idioma exigido pelas instituições de destino.

Falando em destinos, o que mais anima os estudantes é imaginar o local onde poderão passar o período dos seus estudos. Então, vamos lá!

A Estácio possui convênios com universidades da Argentina, Chile, Uruguai, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, Holanda, Portugal e também com o Reino Unido. Ou seja, não faltam boas opções. E se você não possui proficiência em espanhol ou inglês, não precisa desanimar! O grau de conhecimento de idiomas exigido pelas instituições é diferente de um local para outro. Algumas exigem, por exemplo, apenas o nível intermediário.

Além dessas vantagens, os alunos da Estácio possuem toda a assistência durante o processo de preparação, duração e volta do intercâmbio. Através da Assessoria de Cooperação Internacional da Estácio, é possível receber informações sobre programas com edital disponível, opções de bolsas, assistência para embarque e cursos de idioma. Enfim, o aluno é acompanhado e inspirado a realizar o intercâmbio estudantil.

Posso buscar o intercâmbio estudantil sem apoio de agência ou universidade?

Se você já está em uma faculdade brasileira mas quer ter a experiência da graduação no exterior sem o vínculo com a sua atual instituição, você vai precisar redobrar a sua atenção. Isso porque é possível buscar uma vaga por conta própria em alguns destinos, mas os requisitos e os processos para esse tipo de intercâmbio estudantil vão demandar mais tempo e paciência da sua parte com as burocracias inerentes a esse processo.

Segundo Denis Fadul, gerente da empresa de intercâmbio World Study, em entrevista ao jornal Correio Braziliense, o primeiro passo é ter nível de inglês avançado, pois a falta desse requisito pode barrar muitos candidatos.

“A língua é o principal elemento, e o aluno não tem que simplesmente falar, precisa provar que sabe”, explica. Segundo Denis, na Alemanha, há muitas instituições gratuitas, mas elas exigem que o estudante fale o alemão ou, pelo menos, o inglês.

A dica é buscar aprofundar-se na língua estrangeira necessária para o seu programa de intercâmbio estudantil fazendo cursos. Outro impasse é a falta de planejamento financeiro. De acordo com Denis, é preciso que você tenha noção de quanto vai gastar e que tenha, no mínimo, um ano de seus gastos economizados com antecedência. Mesmo que você consiga uma bolsa, será preciso pensar nos gastos extras, como alimentação, transporte, cópias de materiais e livros.

A coordenadora de conteúdo da Fundação Estudar, Nathalia Bustamante, também falou sobre o assunto com o Correio Braziliense e alertou que é fundamental que o aluno pesquise com antecedência sobre as instituições de ensino que oferecem intercâmbio estudantil. Não adianta escolher uma universidade no país dos sonhos se ela não atender às suas expectativas – essa experiência precisa ser valorosa em todos os sentidos.

Por isso, se o seu desejo é entrar em uma universidade no exterior, comece já a estudar mais a fundo o idioma e prepare o seu bolso. Além disso, é preciso ficar atento aos sites das instituições e analisar com cautela cada edital e processo seletivo.

Muitas vezes o processo para entrar em universidades estrangeiras é bem diferente do vestibular brasileiro. Na maioria dos países da Europa, nos Estados Unidos e no Canadá, por exemplo, essa seleção é feita de uma forma mais holística, valorizando o perfil do estudante e o seu desempenho acadêmico.

Dicas para aproveitar pra valer o intercâmbio estudantil

Se você já conquistou a sua vaga, garantindo a sua oportunidade de intercâmbio estudantil, chegou a hora de ficar atento para não perder nenhum prazo e absorver por completo essa experiência.

Para ajudar os intercambistas de primeira viagem, o portal Guia do Estudante separou algumas dicas para aproveitar ao máximo esse período no exterior. Confira:

1. Tenha calma

Isso mesmo! Ao chegar em um novo país, cidade e universidade, vá com calma. Não tenha pressa nesse momento de adaptação. Primeiramente, vá para o setor responsável por receber os novos estudantes. Obtenha todas as informações possíveis e necessárias para o período em que você estiver fora. Isso inclui, por exemplo, informações como sobre quando você terá que renovar o seu visto de estudante, como poderá abrir uma conta bancária, etc.

2. Assiduidade nas aulas

Sim: assista e participe das aulas. Por mais que a presença não seja obrigatória, estar nas aulas é um fator importante para entender bem os conteúdos. Cada universidade e país possuem algumas diferenças no tipo e forma de ensino, portanto, tenha calma. Não se cobre demais e nem critique exageradamente. Adapte-se e saiba tirar o melhor proveito de cada aula e disciplina.

3. Integre-se a grupos de pesquisa

Essa sugestão, por vezes, não parece ser tão fácil, mas é! Em todas as áreas, há possibilidade de algum estágio em grupo de pesquisa e o fato de você participar de um grupo desses poderá sim ajudá-lo imensamente no futuro – pode ser, inclusive, o primeiro passo para uma futura pós-graduação no exterior.

4. Viaje

Aproveite as oportunidades em que você não estiver em aula para conhecer o seu atual país, bem como outros países próximos, fazendo o famoso mochilão. Com toda certeza, essa imersão cultural em outros países ajudará você a crescer pessoalmente. Você também aprenderá a dar valor a coisas que até então pareciam não importar muito e a deixar de se preocupar com coisas banais. Acima de tudo, você verá que a beleza das coisas está na sua simplicidade.